Leitura agradável e bem brasileira: “As cariocas”

A seção “ler” do blog está um pouco parada nos últimos tempos. Fazendo pós-graduação, tenho lido mais coisas relacionadas a jornalismo e Direitos Humanos este ano. Porém, entre uma leitura obrigatória e outra, tenho me deliciado com alguns livros “mais leves”. Esqueci de postar alguns que gostei aqui e vou começar com este que terminei de ler há pouco tempo: As cariocas, de Sérgio Porto.

Comprei o livro num desses passeios agradáveis na Livraria Cultura em setembro. Adoro crônicas e encontrei um único exemplar dele na prateleira do gênero da livraria. Como eu tinha gostado da série da TV Globo, fiquei com vontade de comprá-lo. Uma frase de Jorge Amado na contracapa do livro arrematou meu desejo. Sobre Sérgio Porto, o baiano escreveu que “o Rio de Janeiro voltou a produzir um grande novelista a somar-se à família que vem de Machado de Assis a Lima Barreto, de Marques Rebelo a Miécio Táti. O recriador da vida carioca de hoje – dono e senhor de sua língu viva, dos sentimentos, dos dramas, das alegrias, desesperos e tristezas da gente carioca – chama-se Sérgio Porto. Um quadro dramático e poderoso, marcado com uma poesia máscula, uma solidariedade humana e uma ternura funda”.

Jornalista, cronista e compositor, famoso por seu olhar crítico e irônico, o autor do livro ficou conhecido entre as décadas de 1940 e 1960, período no qual criou o personagem Stanislaw Ponte Preta, que satirizava a política brasileira e a sociedade carioca através de suas crônicas. Em 1950, Porto começou a publicar a lista anual “As Certinhas do Lalau”, que nomeava as mulheres mais bonitas do Brasil.

Na obra, o autor conta a história de seis mulheres: “A Grã-Fina de Copacabana” (a série foi bem fiel a esta história); “A Noiva do Catete” (não tão parecida na obra televisiva); “A Donzela da Televisão” (história não contada pela Globo)”; “A Desinibida do Grajaú” (que teve Grazi Massafera interpretando na TV); “A Desquitada da Tijuca” (muito mais divertida no livro)” e “A Currada de Madureira” (a história mais pesada do livro, não foi adaptada para a TV). Vale a leitura!

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