Na estante de Alice…

Os preferidos de Alice...

Depois de muito tempo, vamos ao segundo post da seção “Na estante de…” Desta vez, quem colabora com o blog é a fina e fofa Alice, uma das promessas do jornalismo pernambucano e estagirária mais esperta do Diario de Pernambuco🙂

Obrigada, Alice ;D Espero que vocês gostem do texto dela (eu amei!!!).

Os livros nunca foram os meus brinquedos preferidos. Antes deles, estavam bonecas, bicicletas, patinetes, pecinhas de Lego e até o videogame. Talvez, seja culpa da minha hiperatividade ainda não diagnosticada, talvez não. O fato é que sempre achei ruim parar e ler, folhear páginas, enquanto a vida estava acontecendo lá fora. Para me prender, a história tinha que ser interessante, me cativar logo de cara… Eu não iria dispensar duas horas e parar na metade.

Provavelmente, esse seja o grande mérito dos remanescentes da minha estante. Cada um, cada página, cada frase me marcou de um jeito. E acabou ajudando a desfazer a imagem sobre a qual eu expliquei no início do parágrafo, de que os livros sequer mereciam meus minutos. Hoje, aos 20 anos, credito aos livros a certeza de que, às vezes, algumas coisas, pessoas e momentos valem meus segundos, horas e minutos.

Alguns dos achados remanescentes foram presentes. Outros, obrigação. Como os famosos paradidáticos, aqueles sobre os quais eu não tive escolha. Mandaram, li, ou melhor, tive que ler. Perdendo horas, me debrucei sobre as famosas coleções “Para gostar de Ler” e “Vagalume”. Do mesmo jeito, descobri as aventuras do “Karas”, nas deliciosas histórias de Pedro Bandeira. Foram esses, especificamente, que me tornaram frequentadora das bibliotecas dos colégios em que estudei. Lembro-me da arquitetura de todas elas, da maneira como precisava me identificar para pegar um novo exemplar, de como fazia para devolver. E assim, fui criando hábito por buscar histórias com o mágico poder de prender a minha atenção.

Mas minha preferência eram os eletrônicos, as cores e movimentos dos filmes e dos desenhos animados. Por eles, passava horas sem piscar. Em um dos meus aniversários, entretanto, descobri que era possível juntar as letras e as imagens. Foi quando ganhei um exemplar de um dos meus, então, filmes preferidos: O menino maluquinho, de Ziraldo. Foi amor à primeira vista. Dessa leva, posteriormente, saíram O Diário de uma princesa, de Meg Cabot, além do ícone da minha geração, Harry Potter, de J. K. Rowling.

E assim, cresci. Mas sem cansar de procurar e me perder nas páginas de boas referências. Das que permanecem na minha estante, duas indicações frutos de aulas da faculdade de jornalismo: As Boas Mulheres da China, de Xinran, e Josué de Castro, o Gênio Silenciado, de Vandeck Santiago. Os dois me proporcionaram prazer em parar, mudaram minha concepção de vida, acrescentaram. Acho que foi isso o que sempre procurei. Nunca quis apenas diversão, mesmo quando perdi horas lendo livros mulherzinha, como Melancia, de Marian Keys, e outros do gênero.

Quando decidi odiar a saga de O Senhor dos Anéis, quando me apaixonei pelos escritos de Agatha Christie ou ainda quando tentei ler A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera (tarefa árdua, que esbarrou na minha falta de paciência). E quando consegui superar o calhamaço de páginas, a luta entre espaço, tempo e paciência, e terminar de ler o livro Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, a minha maior referência bibliográfica.

Alice Souza (@alicecristiny)

Até a próxima!!
A.

3 thoughts on “Na estante de Alice…

  1. Muito boa a ideia do blog, Anamaria. Pense como realmente gostei. Sobre o texto de alice não preciso nem falar muita coisa. Como sempre, muito bom.

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